Diretrizes de Ética

Última atualização: 22 de julho de 2026

Quem procura uma consulta muitas vezes está num momento difícil. Estas diretrizes existem para que esse encontro seja seguro. Valem para todos os Especialistas e o descumprimento pode levar à suspensão ou ao encerramento do cadastro.

1. Princípios

Três compromissos orientam tudo o que segue:

  • Não causar dano: nenhuma orientação deve aumentar o sofrimento, a dependência ou o medo de quem consulta.
  • Respeitar a autonomia: a decisão é sempre do Consulente. O papel do Especialista é oferecer leitura e acolhimento, não determinar rumos.
  • Honrar a tradição: cada prática tem história e liturgia próprias. Representá-las com seriedade é respeito a quem as preserva.

2. Limites de atuação

É vedado ao Especialista, em qualquer circunstância:

  • prometer cura, garantir resultado ou assegurar acontecimento futuro;
  • diagnosticar doença física ou mental, prescrever medicamento ou orientar suspensão de tratamento médico;
  • substituir aconselhamento jurídico, contábil ou financeiro por leitura oracular;
  • afirmar que o Consulente está sob maldição, praga, macumba ou mal espiritual que só ele possa remover;
  • cobrar valor adicional para “desfazer” um mal anunciado durante a própria consulta.

A última prática é a mais grave: criar um problema e vender a solução é exploração de vulnerabilidade, e leva a encerramento imediato do cadastro.

3. Acolhimento e situações de risco

Se o Consulente demonstrar sofrimento psíquico grave, ideação suicida ou risco à própria vida ou à de outrem, o Especialista deve interromper a leitura e orientar a busca de ajuda profissional imediata.

Referências para oferecer: CVV pelo 188 (24 horas, gratuito), SAMU 192, ou o CAPS mais próximo.

O Especialista deve comunicar a situação ao suporte da Plataforma, sem revelar o conteúdo da conversa além do necessário para o encaminhamento.

Nunca desestimule alguém de procurar atendimento médico ou psicológico.

4. Respeito e não discriminação

É vedada qualquer forma de discriminação por religião, raça, cor, etnia, gênero, orientação sexual, identidade de gênero, deficiência, idade, origem ou condição social.

Intolerância religiosa é falta gravíssima. As tradições de matriz africana — candomblé, umbanda, jogo de búzios — têm proteção constitucional e são parte central deste ecossistema. Referir-se a elas de forma pejorativa leva a encerramento imediato.

O Especialista não deve impor sua crença ao Consulente nem condicionar o atendimento à adesão a qualquer religião.

5. Sigilo

Tudo o que é dito numa consulta é confidencial.

É vedado divulgar, comentar publicamente, usar como exemplo em redes sociais ou compartilhar com terceiros qualquer informação identificável do Consulente — inclusive após o fim da relação.

Gravar a consulta exige consentimento expresso e prévio da outra parte.

6. Transparência comercial

O preço, a duração e o que está incluído em cada serviço devem estar descritos com clareza antes da contratação.

É vedado criar urgência artificial (“só hoje”, “sua janela está fechando”) para induzir contratação imediata.

Formação, títulos e tempo de experiência declarados no perfil devem ser verdadeiros e comprováveis.

Toda cobrança deve passar pela Plataforma. Combinar pagamento por fora, além de violar os Termos, deixa o Consulente sem a proteção de reembolso.

7. Denúncias e consequências

Qualquer pessoa pode denunciar violação destas diretrizes pelo e-mail etica@axefinder.com.br ou pelo suporte dentro da Plataforma.

As denúncias são apuradas com direito de manifestação do denunciado. Denúncias de risco à vida ou de exploração financeira têm prioridade e podem gerar suspensão cautelar imediata.

As medidas possíveis são: orientação, advertência registrada, suspensão temporária, encerramento do cadastro e, quando houver indício de crime, comunicação às autoridades.

A Plataforma não retalia quem denuncia de boa-fé.

Dúvidas sobre este documento? Escreva para etica@axefinder.com.br.